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ENCONTROSFOLHA - Londrina na era da TI

APL lança projeto Cidade Genial em TIC dia 3 de julho, com raio-x do setor no município

No dia 3 de julho, o Arranjo Produtivo Local (APL) de TI vai lançar oficialmente o projeto Londrina, Cidade Genial em TIC. A novidade foi anunciada durante a quarta edição do EncontrosFolha pelo presidente do Sindicato da Indústria de Software do Paraná (Sinfor-PR), Marcus von Borstel. Nesse dia, será divulgada uma pesquisa com um raio-x do setor na cidade.

Segundo o Sebrae, das 5.535 empresas de TI do Estado, 957, ou 17%, estão em Londrina. Na região do APL, que vai de Apucarana a Cornélio Procópio, são 1.181 empresas, ou 21% do total.

De acordo com Borstel, a ideia de tornar a cidade referência no setor se fortaleceu em 2006, quando foi criado em Londrina o primeiro APL de TI do Estado. "De lá para cá fomos construindo esse cenário positivo junto com os governos municipal e estadual",afirmou.

Ele ressaltou que a escolha da cidade para receber o Instituto Senai de Tecnologia (IST) de TI foi outro marco. O instituto será inaugurado na sede do Senai da Rua Belém ainda neste ano. "Há hoje na região 17 instituições com foco em tecnologia", declarou.

Segundo Bostel, as empresas da região devem se dedicar a agregar valor a seus softwares. "Não podemos ficar só na parte de ERP (softwares de gestão). Precisamos investir em soluções, por exemplo, que ajudem as fábricas a terem mais produtividade", disse.

O presidente do Sinfor afirmou que, como a atividade é transversal, avançar em TI significa melhorar todo o setor produtivo da região. Ele lembrou da importância do café e do agronegócio para o Norte do Paraná. "E agora temos a nova riqueza que é a TI", disse.

O coordenador estadual do Programa de TI do Sebrae/PR, Emerson Cechin, concordou com Borstel quanto à necessidade de as empresas agregarem mais valor ao softwares que produzem. "A maior parte das empresas do Paraná atuam com ERP. O grande desafio é sair da gestão de processo e trabalhar em inteligência do negócio", declarou.

Cechin ressaltou que há muito espaço para as empresas crescerem no mercado interno. "70% dos softwares consumidos no Brasil não são desenvolvidos aqui. Estamos começando a ganhar competitividade agora. Não podemos parar o processo de desenvolvimento das nossas empresas", afirmou.

Ele lembrou que houve uma mudança radical na forma de as pessoas interagirem. "Já existem mais pessoas acessando base de dados por smartphones do que por computadores", declarou. Esse fenômeno teria levado a um grande "empoderamento" das pessoas. "O desafio para o empresário de TI é tomar decisões com base no passado, mas já analisando o futuro", destacou.

Fonte: Folhaweb