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Kireeff vai criar programa de incentivo à inovação

Nos moldes do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), o prefeito Alexandre Kireeff anunciou quarta-feira à noite, durante a abertura do Fórum EletroMetalCon 2015, que irá criar o Programa Municipal de Incentivo à Inovação (Promin). O objetivo é dar apoio financeiro a projetos de inovação tecnológica e científica. O Promin será implementado pela Lei de Incentivo à Inovação, cujo projeto será enviado à Câmara nos próximos dias.


"Teremos recursos que serão disponibilizados a projetos inovadores para que saiam do papel, desencadeando o desenvolvimento de empresas voltadas à inovação e tecnologia", afirmou o prefeito durante entrevista coletiva realizada ontem de manhã em seu gabinete. Kireeff disse que a Prefeitura irá abrir editais da mesma forma que abre pelo o Promic. "Existem duas maneiras de os projetos serem apresentados: pela iniciativa da própria Prefeitura e pelo empresário inovador. Os recursos sairão do Fundo Municipal de Incentivo à Inovação", disse.

O prefeito não revelou quanto pretende destinar ao Promin, mas, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Software do Paraná (Sinfor), Marcus Von Borstel, a "meta" de Kireeff é chegar a R$ 1 milhão. Para os projetos independentes do Promic, o orçamento é de R$ 1,5 milhão.

De acordo com o prefeito, o Comitê Gestor de Ciência e Tecnologia, que será criado pelo projeto de lei, vai definir as regras do Promin. "Nossa intenção é incentivar as empresas inovadoras para torná-las de relevância nacional ou até internacional."

Borstel afirmou que o projeto de Lei de Incentivo à Inovação é fruto de um trabalho de "múltiplas mãos", que envolveu a Prefeitura, entidades ligadas ao setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e empresários. "Será uma lei bastante abrangente, que vai beneficiar as empresas de inovação e tecnologia", afirmou.

O consultor do Sebrae para TI e Startups, Fabrício Pires Bianchi, ressaltou que a lei virá ao encontro da vocação de Londrina para a TIC. "São vários os fatores que fazem Londrina ser genial nesta área. Na região do Arranjo Produtivo Local (APL), que vai de Cornélio Procópio a Apucarana, existem 1.181 empresas de TIC, segundo a Receita Federal. Além disso, temos 17 universidades e faculdades que formam mão de obra nesta área", declarou. A Sercomtel e o Instituto Senai de Tecnologia (IST) de TI, que está sendo construído na sede do Senai, são outros fatores que, segundo Bianchi, fazem da cidade uma referência nesta atividade.

Distrito

Antes de mandar o projeto de lei para a Câmara, o prefeito Alexandre Kireeff baixou o decreto 537 criando o Distrito Tecnológico de Londrina. Trata-se de um polígono que se inicia na Rua Amapá com a Rio Grande do Sul, na região central, segue até a Jacob Bartolomeu Minatti, depois pela Arcebispo Dom Geraldo Fernandes (Leste-Oeste) até encontrar a Rua Bahia, e depois novamente a Amapá (ver mapa). "Os imóveis situados no polígono terão regulamentação definida por meio de lei municipal específica, contendo as políticas públicas de incentivo fiscal e/ou urbanístico como instrumento de fomento às atividades da área de ciência, tecnologia e inovação", diz o decreto.

De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, o distrito é inspirado no Porto Digital de Recife (PE), que é formado por um quadrilátero no bairro de Santo Amaro. Em Londrina, a escolha da área se deve ao fato de que, no polígono, fica o Senai e o futuro IST de TI. "A ideia é criar condições naquela área para atrair empresas de tecnologia de informação." Segundo Veronesi, o distrito deverá ter infraestrutura que favoreça a atividade. "Poderá ter uma banda larga super potente", exemplificou.

Nelson Bortolin
Reportagem Local

Fonte: Folhaweb